domingo, 9 de janeiro de 2011

A guerra dos Titãs contra os Deuses


As Antigas Predições
iriam cumprir-se. Zeus crescia e seus membros tornavam-se mais vigorosos. Enganado pelos pérfidos conselhos da Terra, Cronos engoliu uma beberagem, feita de mostarda e sal, fazendo-o vomitar a pedra e os filhos devorados, os quais, uma vez livres, prestariam imediatamente apoio a Zeus. Os deuses, filhos de Cronos, prostraram-se no monte Olimpo, que conquistaram após batalha nas planícies da Tessália; Os titãs ocuparam o monte Ótris, colocado em frente. Dessas posições começaram eles uma furiosa guerra que durou dez anos inteiros, uma luta sangrenta em que a vantagem flutuava igualmente entre as duas partes. Os olímpicos tinham sua principal força no concurso trazido pelos Ciclopes e hecatonquiros que Zeus retirara do abismo em que haviam sido mergulhados. Isso foi aconselhado por Gaia.
Como recompensa por tal benefício, os ciclopes, obreiros divinos, de gigantesca estatura, e que só possuíam um olho no meio da testa, cederam a Zeus o raio, que estava sepultado nos flancos da terra. Deram também a Posseidon o tridente que se tornou atributo desse deus, e a Hades um elmo que o tornava invisível. Os hecatonquiros não se mostraram menos reconhecidos. Eram três irmãos, Briareu, Coto e Giges. Tinham estes formidáveis guerreiros, cada um, cem braços e cinqüenta cabeças. traziam nas mãos rochedos e chegavam a lançar trezentos de uma vez nos titãs, o que os faz serem considerados personificações do granizo e dos ventos. Os titãs, vencidos, foram arremessados ao Tártaro, lugar obscuro e terrível, que causa espanto aos deuses. O mortal que nele caísse só atingiria o fundo ao cabo de um ano; e mal tivesse passado o limiar, seria atirado de um lado ao outro por um impetuoso movimento e violentos tremores.
Horrorizada com o severo castigo infligido por Zeus a seus filhos, a terra arrependeu-se de havê-lo ajudado. Deu à luz Tifão, o monstruoso homem-dragão, que lutou contra Zeus na Ásia. Zeus pegou a harpe de adamas que seu pai usara, mas Tifão arrebatou-lha, e com ela cortou os músculos dos pés e das mãos de Zeus, e escondeu-os numa caverna guardada por seu filho dragão Delfim. Cadmo roubou de novo os músculos e devolveu a Zeus seu vigor. A seguir, Zeus destruiu Tifão com o raio e o prendeu debaixo do monte Etna, na Sicília, onde ele lança lavas pela boca e faz tremer a terra em suas ânsias. Com o reinado de Zeus, as personalidades se acentuam e se organiza a ordem dos deuses. A partilha do mundo será feita em sua família e a abóbada celeste sustentará o misterioso palácio do soberano senhor, pai dos deuses, pai dos homens.

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